"Chorei muito pouco nessa novela", diz Bianca Castanho sobre "Promessas de Amor"


A Armanda começou a novela como uma vilã e parece cada vez mais próxima dos heróis da história, por conta da paixão pelo Amadeus (Luciano Szafir). Essa transição de personalidades ficou crível, na sua opinião?
Acho que sim. Foi uma mudança bem construída. Na verdade, o grande "cabeça" da história sempre foi o Nestor. Mas ela conviveu bastante com o pessoal do bem, e foi idealizando aquela vida bacana para ela também, com um cara romântico. Acho que, ao longo da história, algumas fichas foram caindo para ela e a Armanda foi cansando de ser usada, de ser comandada pelo cara que destrata ela. Então, acho que foi crível sim.
Mas isso já era algo previsto na sinopse original ou pegou você de surpresa?
Eu não esperava. Achei que ela fosse armar muito até o final, imaginei que fosse fazer maldades até o final. Foi uma surpresa, mas uma surpresa bacana. De qualquer maneira eu iria gostar tanto acabar tudo numa grande vilania quanto assim, com a mudança. Aliás, para interpretação é ótimo! Me exercitei bastante como atriz.
E como o público reagiu a essa quase vilã?
Foi muito legal. As pessoas estavam curtindo me ver de outra maneira. Tanto que, ao invés de me xingar, falavam do trabalho. E tinha gente que achava a Armanda divertida mesmo. O que eu mais ouvia era isso: "como ela é cara de pau!". E ela é mesmo. Ela é meio sonsa, meio fingida, cara-de-pau e sem-noção, achando que vai conseguir tudo se for na base da sedução.
Como é o seu método de composição?
Gosto muito de assistir filmes. É uma das coisas que me ajuda muito: pegar, de outras obras, coisas semelhantes aquele universo. Também leio livros que tenham a ver com aquele contexto. A cada trabalho, tento me aprofundar ao máximo naquele mundo - seja lendo, vendo filmes ou conversando com pessoas que tenham a mesma profissão da personagem.